Foi amor ao primeiro toque.
Todas essas malditas borboletas, que eu já ouvi tanto falar, durante tanto tempo, resolveram me fazer uma visita, quando meio que sem querer, meio tímido, meio sem graça, sua mão esbarrou na minha, uma, duas, vinte e três vezes.
She's got every shit I need.
Every little piece of me.
Every little piece of me.
Ela era só uma criança disfarçada de pedaço de mulher, que se vangloriava por comandar o universo, e cobria os lábios com um batom opaco de cor forte, uma camada pesada de rímel preto.
Eram só dezoito anos e alguns meses tortos, era só o impulso, ou o pulso do coração acelerado, que lhe fazia ver todas as cores brilhando naqueles olhos enquanto de lá surgia um sorriso, e puta merda que sorriso, era aquele sorriso que fazia as pernas amolecerem, o coração congelar, a garganta esquentar e a mente desejar corpos nus mais uma vez naquela sala de estar, exatamente bem estar. Era uma vontade descontrolada, de levantar as mãos, passar apressadamente pelos cabelos e gritar em silêncio algo tímido e sincero, quanto um eu te amo, no meio da noite, sozinha no universo, de um canto de sala habitado por mais dois ou três, quiçá vinte humanóides. Era a vontade de sorrir e passar as mãos pelos peitos na tentativa idiota de acalmar o coração, já que os olhos não paravam de brilhar ao ver aquele maldito sorriso que lhe fazia transbordar músicas cafonas e arrepios por toda a extensão do corpo. Era mais que vontade, era sentir que cantar agora ' this moment is you ' fazia sentido, mesmo com mais trezentas pessoas naquela sala, ela só conseguia ver uma, podia enxergar todas, mas ver ? Ver era translucidez percorrendo olhos, e refletindo um puro nada com gosto de felicidade, e felicidade pra ela era nada mais nada menos do que egoísmo, ver só acontecia quando era com ela, quando era pra ela, quando era ela e ela.
Uhum...Baby.
Eram só dezoito anos e alguns meses tortos, era só o impulso, ou o pulso do coração acelerado, que lhe fazia ver todas as cores brilhando naqueles olhos enquanto de lá surgia um sorriso, e puta merda que sorriso, era aquele sorriso que fazia as pernas amolecerem, o coração congelar, a garganta esquentar e a mente desejar corpos nus mais uma vez naquela sala de estar, exatamente bem estar. Era uma vontade descontrolada, de levantar as mãos, passar apressadamente pelos cabelos e gritar em silêncio algo tímido e sincero, quanto um eu te amo, no meio da noite, sozinha no universo, de um canto de sala habitado por mais dois ou três, quiçá vinte humanóides. Era a vontade de sorrir e passar as mãos pelos peitos na tentativa idiota de acalmar o coração, já que os olhos não paravam de brilhar ao ver aquele maldito sorriso que lhe fazia transbordar músicas cafonas e arrepios por toda a extensão do corpo. Era mais que vontade, era sentir que cantar agora ' this moment is you ' fazia sentido, mesmo com mais trezentas pessoas naquela sala, ela só conseguia ver uma, podia enxergar todas, mas ver ? Ver era translucidez percorrendo olhos, e refletindo um puro nada com gosto de felicidade, e felicidade pra ela era nada mais nada menos do que egoísmo, ver só acontecia quando era com ela, quando era pra ela, quando era ela e ela.
Uhum...Baby.
É como se o vício já tivesse ultrapassado dos limites normais, até pra um viciado. É mais do que simplesmente te dar o nome de ritalina e sentir as pontas dos meus dedos arroxearem, e minhas palpebras pesarem, até começar a te sentir tocar meu corpo e adormecer.
E hoje estou aqui só pra te cobrar.
Faz um tempo, tanto tempo que pouco tempo é até tempo demais, pra quem perdeu tanto tempo achando que muito tempo era pouco tempo pra quem agora tinha você e controlava o tempo.
Eu me sinto sozinha, só de saber que aos poucos você conseguiu tirar de mim, toda memória boa e deliciosa que insistia em correr nas minhas veias.
Eu me sinto sozinha, só por descobrir que eu não te tenho mais dentro de mim.
Isso deveria ser uma coisa boa, mas a frustração acaba tornando o medo real, e aos poucos a bondade perde lugar pro nada. Nada cômodo.
E hoje estou aqui só pra te cobrar.
Faz um tempo, tanto tempo que pouco tempo é até tempo demais, pra quem perdeu tanto tempo achando que muito tempo era pouco tempo pra quem agora tinha você e controlava o tempo.
Eu me sinto sozinha, só de saber que aos poucos você conseguiu tirar de mim, toda memória boa e deliciosa que insistia em correr nas minhas veias.
Eu me sinto sozinha, só por descobrir que eu não te tenho mais dentro de mim.
Isso deveria ser uma coisa boa, mas a frustração acaba tornando o medo real, e aos poucos a bondade perde lugar pro nada. Nada cômodo.
Acho que não cresci.
Quando se é criança, o que é ensinado é que o amor não tem idade, não tem cor, nem sexo, é praticamente um ' vá viver livre na natureza, e ame sem saber a quem woohoo, be hippie '. Quando se cresce mais alguns anos você descobre que ser criança era bem mais revelador, profundo e até verdadeiro, era uma viagem fantástica, psíquica e honesta. Como assim você tem que gostar do menino bonito que faz a classe inteira suspirar ? Que coisa mais clichê, acho bom nunca perguntarem a minha opinião.
Ah, me desculpa aí vida, acontece que eu quero gostar da menina estranha que lê Nietzsche na hora do intervalo, e sabe ler constelações, tatuou amor no cóx com catorze anos e já foi duas vezes visitar a avó em Amsterdam, muito mais interessante do que o menino bonito que mal sabe falar Nietzsche. Quero ser diferente, quero viver como criança de novo, quero a cada ano que completar regredir três e não pensar em suicídio toda vez que eu me apaixonar ao contrário, ao contrário do mundo, que é todo um errado. Quem disse que eu que tenho que ser a bosta errada ?
Quero conhecer almas, entender almas, falar de almas, pra almas sentir as almas, quero viver cada segundo como se cada segundo fosse o realmente importante e não o que eu vou contar pras pessoas quando estiver no meu leito de morte.
Quero rir da minha morte, rir na cara da morte, se for pra me buscar, que venha de rápido, sem avisar, sem nem mandar lembretes, avisos, eu lá tenho tempo pra viver chorando pelos cantos porque um dia a minha jornada vai acabar ?
As vezes tenho vontade de pedir desculpas a minha mãe, como se eu realmente estivesse fazendo alguma coisa errada, as vezes eu acho que eu só quero pedir desculpas, pra me sentir livre e poder cometer mais cinquenta pecados e treze delitos e viver inconsequente.
As vezes eu acho que o mundo pode ser tão cruel, quanto bonito e mesmo assim é na minha que eu penso quando acabo de dizer te amo pra alguém que ela nornalmente não aprovaria. Quer dizer, não é questão de opção, nem de escolha, eu nasci assim, eu sou assim, isso o que você vê sou eu, em algum momento da minha vida, quando alguém me contou aquela história de amar sem saber a quem, eu levei mais a sério do que anos depois quando ouvia dia após dia ' aquela sua amiga é ? '
Se eu fosse conhecer estrelas, seriam porque elas me fazem bem, e não porque elas tem as pontas arredondadas ou são completa e perfeitamente simétricas.
Pessoas deveriam gostar porque gostar é bonito.
Porque faz bem pra você, e você começa a de repente querer mudar o mundo pra melhor.
Ah, me desculpa aí vida, acontece que eu quero gostar da menina estranha que lê Nietzsche na hora do intervalo, e sabe ler constelações, tatuou amor no cóx com catorze anos e já foi duas vezes visitar a avó em Amsterdam, muito mais interessante do que o menino bonito que mal sabe falar Nietzsche. Quero ser diferente, quero viver como criança de novo, quero a cada ano que completar regredir três e não pensar em suicídio toda vez que eu me apaixonar ao contrário, ao contrário do mundo, que é todo um errado. Quem disse que eu que tenho que ser a bosta errada ?
Quero conhecer almas, entender almas, falar de almas, pra almas sentir as almas, quero viver cada segundo como se cada segundo fosse o realmente importante e não o que eu vou contar pras pessoas quando estiver no meu leito de morte.
Quero rir da minha morte, rir na cara da morte, se for pra me buscar, que venha de rápido, sem avisar, sem nem mandar lembretes, avisos, eu lá tenho tempo pra viver chorando pelos cantos porque um dia a minha jornada vai acabar ?
As vezes tenho vontade de pedir desculpas a minha mãe, como se eu realmente estivesse fazendo alguma coisa errada, as vezes eu acho que eu só quero pedir desculpas, pra me sentir livre e poder cometer mais cinquenta pecados e treze delitos e viver inconsequente.
As vezes eu acho que o mundo pode ser tão cruel, quanto bonito e mesmo assim é na minha que eu penso quando acabo de dizer te amo pra alguém que ela nornalmente não aprovaria. Quer dizer, não é questão de opção, nem de escolha, eu nasci assim, eu sou assim, isso o que você vê sou eu, em algum momento da minha vida, quando alguém me contou aquela história de amar sem saber a quem, eu levei mais a sério do que anos depois quando ouvia dia após dia ' aquela sua amiga é ? '
Se eu fosse conhecer estrelas, seriam porque elas me fazem bem, e não porque elas tem as pontas arredondadas ou são completa e perfeitamente simétricas.
Pessoas deveriam gostar porque gostar é bonito.
Porque faz bem pra você, e você começa a de repente querer mudar o mundo pra melhor.
Foi um acidente, pois então acidental, merda, eu cai do céu, essa é a explicação, eu sou uma espécie de anjinho, daqueles destinados a fazer o bem, que tem penas macias e bem grandes, que só sabem sorrir, e que quando choram, conseguem fazer um espetáculo tão maravilhoso, que você simplesmente sorri, de tão bonito que é me ver chorar. Eu sempre acreditei na magia dos humanos, no jeito bonito como eles sabem sorrir depois de dizer aquelas palavrinhas tão bonitas que eles juravam que nunca tinham dito a ninguém. Acreditar na magia das pessoas, mesmo quando elas não são mágicas, lá estava eu prontamente na sua porta com um sorriso bem tímido nos lábios, mas fervorosamente acreditando que você era mais do que, alguns dentes jogados numa boca qualquer.
Eu sempre fui criança e continuo sendo, acho que é isso que me faz ser tão especial, outros dizem ingênua, inocente. Eu acredito nas pessoas, eu confio nelas, eu perdoo elas, mesmo quando eu não devia acreditar nelas, mesmo quando eu supostamente nunca deveria ter confiado, ou mesmo quando a dor é tão imensa e agonizante que nem sequer o próprio deus teria coragem de perdoar, mas eu perdoo. Eu engulo toda a dor, eu me levanto aos poucos, caminho meio desengoçada, sinto que mal posso ficar de pé, mas eu levanto. Eu sempre levantei porque era uma espécia de medida curativa, que eu fazia pra te mostrar que eu sabia que você não fazia por mal, e por isso eu estava ali, de pé, na sua frente, meio acaba, muito feliz, só esperando pra poder dizer ' você é a minha vida ' ou então ' não faz sentido sem você '.
Eu sou um anjinho doente, tão masoquista que as vezes assusta. Eu preciso ouvir coisas ruins, eu preciso ver coisas ruins, eu preciso sentir coisas ruins, mas muito ruins pra desistir de resgatar aquelas pessoas. Eu preciso lutar, mesmo que sozinha, até o momento em que meus joelhos não possam mais me sustentar, só porque quando eu era pequena eu acreditei no amor, no amar, e em você, e num ato tão... apaixonado, eu te prometi zilhões de besteiras, mas uma dessas besteiras não saía de mim, eu tomava banho, passava álcool por fora, por dentro e ela insistia em mim. Ela não ía embora, não saía, eu te ouvi não, eu te chorei sim, eu gritei coisas sem sentido, e mordi travesseiros durante dias pra não distroçar sua cabeça com meus dentes, até que um dia, aquela promessa deixou de ter vontade, de ter força. Imagine pra um anjo, ouvir do objeto da sua feição aquelas coisas ruins, terríveis e cruéis, que a gente só escuta no último capítulo da novela ' eu nunca te amei '. Foi nesse dia, nessa hora, o coração do anjinho deixou de existir, e por mais que a promessa insistisse em permanecer por algum canto do seu corpo, com algumas lágrimas sofridas, e algumas noites mal dormidas ela foi embora. Chovia, forte, e muito, gotas gordas, as lágrimas se misturaram, já devia ter passado das três da manhã, e num suspiro muito mas muito complicado, daqueles que te engasgam e você não sabe se foi o ar, ou a falta dele, aquela promessa foi embora. Era como se agora, respirar tivesse outro sentido.
Enquanto eu estiver respirando, eu vou lutar por nós.
Continuo respirando, mas sem lutar por porra nenhuma que vá me fazer sofrer.
Eu sempre fui criança e continuo sendo, acho que é isso que me faz ser tão especial, outros dizem ingênua, inocente. Eu acredito nas pessoas, eu confio nelas, eu perdoo elas, mesmo quando eu não devia acreditar nelas, mesmo quando eu supostamente nunca deveria ter confiado, ou mesmo quando a dor é tão imensa e agonizante que nem sequer o próprio deus teria coragem de perdoar, mas eu perdoo. Eu engulo toda a dor, eu me levanto aos poucos, caminho meio desengoçada, sinto que mal posso ficar de pé, mas eu levanto. Eu sempre levantei porque era uma espécia de medida curativa, que eu fazia pra te mostrar que eu sabia que você não fazia por mal, e por isso eu estava ali, de pé, na sua frente, meio acaba, muito feliz, só esperando pra poder dizer ' você é a minha vida ' ou então ' não faz sentido sem você '.
Eu sou um anjinho doente, tão masoquista que as vezes assusta. Eu preciso ouvir coisas ruins, eu preciso ver coisas ruins, eu preciso sentir coisas ruins, mas muito ruins pra desistir de resgatar aquelas pessoas. Eu preciso lutar, mesmo que sozinha, até o momento em que meus joelhos não possam mais me sustentar, só porque quando eu era pequena eu acreditei no amor, no amar, e em você, e num ato tão... apaixonado, eu te prometi zilhões de besteiras, mas uma dessas besteiras não saía de mim, eu tomava banho, passava álcool por fora, por dentro e ela insistia em mim. Ela não ía embora, não saía, eu te ouvi não, eu te chorei sim, eu gritei coisas sem sentido, e mordi travesseiros durante dias pra não distroçar sua cabeça com meus dentes, até que um dia, aquela promessa deixou de ter vontade, de ter força. Imagine pra um anjo, ouvir do objeto da sua feição aquelas coisas ruins, terríveis e cruéis, que a gente só escuta no último capítulo da novela ' eu nunca te amei '. Foi nesse dia, nessa hora, o coração do anjinho deixou de existir, e por mais que a promessa insistisse em permanecer por algum canto do seu corpo, com algumas lágrimas sofridas, e algumas noites mal dormidas ela foi embora. Chovia, forte, e muito, gotas gordas, as lágrimas se misturaram, já devia ter passado das três da manhã, e num suspiro muito mas muito complicado, daqueles que te engasgam e você não sabe se foi o ar, ou a falta dele, aquela promessa foi embora. Era como se agora, respirar tivesse outro sentido.
Enquanto eu estiver respirando, eu vou lutar por nós.
Continuo respirando, mas sem lutar por porra nenhuma que vá me fazer sofrer.
Assinar:
Postagens (Atom)
